4 de mar de 2009

Vontade/Liberdade

Oi pessoal!
Hoje estou com um pouquinho de pressa, mas passei só para registrar nosso findi!
Ainda tenho outros assuntos que gostaria muito de abordar, mas não vão caber neste post! Rs... Então, dessa vez, falarei apenas da teoria que conhecemos no nosso encontro! ;D

No nosso primeiro fim de semana, iniciamos uma nova fase! A obra Ator e método, de Eugênio Kusnet, retrata um pouco sobre as lições que aprendemos. O capítulo que retrata isso se chama “O ator e a verdade cênica ou estar ardendo, para inflamar”. Acredito que a última parte do título nos sirva para esclarecer bem o que aprendemos e nos dá uma noção mais clara do que nos foi passado: Estar ardendo para inflamar.
Pois bem, recapitulando, vimos que, em linhas gerais, o ator deve agir com Vontade, a qual trará como consequência a verdade, e esta trará a liberdade. Bolando um esqueminha bem básico²:



Queridos, acredito que toda essa questão deva ter ficado bem clara para todos nós, mas, visto que informação nunca é demais, transcrevo aqui trechos do livro que citei anteriormente:

Kusnet alerta o leitor para a necessidade de compreender alguns conceitos primordiais. Sobretudo insistindo em que as afirmações de Stanisavsky no sentido de que o autor necessita ter referem-se a uma fé específica: ou seja, a fé cênica, não a fé real (ou seja, espiritual). É necessário buscar, portanto, a verdade cênica, não a verdade real.


Isso faz referência à VONTADE. Claro, porque necessitamos acreditar no que estamos fazendo, fazer com vontade. Se a minha personagem tem a necessidade de partir, eu, enquanto atriz, preciso acreditar e aceitar essa vontade dela. Dessa forma, terei a VERDADE no meu agir e, havendo em mim a verdade, a liberdade tomará conta da atuação, permitindo que o ator que age com verdade crie situações não propostas anteriormente pelo diretor.

Até aqui tudo ok?
Beleza...

Outra interessante discussão que faz parte do livro refere-se à dualidade do ator:

O ator nunca poderá, em cena, deixar de ser ele próprio para ser integralmente um outro (“viver um personagem”). Consciente da batalha travada por Brecht contra um teatro que tem por objetivo máximo a identificação do público com o personagem (o que, segundo Brecht, reduz o espectador a um ser passivo, objeto anestesiado, dopado, condicionado a abdicar totalmente da possibilidade de reflexão), condenado a emocionar-se de forma mistificadora), Kusnet afirma que a escolha do teatro atual é a “coexistência em cena do ator-cidadão com o personagem”. E diz que quando o ator “encarna” um personagem, isto “não sigifica substituição mística do ator pelo personagem, pois, neste caso, o mundo objetivo deixaria de existir para o ator”. O ator aceita e assume os problemas do personagem, “adquirindo a fé cênica na realidade da sua existência, vive como se fosse o personagem com a máxima sinceridade, mas, ao mesmo tempo, não perde a capacidade de observar e criticar a sua obra artística ¬– o personagem”.


É... parece que (in)felizmente não descerá um espírito em nós na hora da apresentação, o jeito é estudar mesmo! rs Sim, nós, atores, precisamos da dualidade, é preciso dividir nosso ser com o personagem, emprestar nossas emoções e nossos saberes para que ele se expresse. A nossa sinceridade, vivenciando situações que o personagem precisa vivenciar, nos trará a verdade (ou a fé cênica), deixando-nos livre para criar.

Eee! Aula do fim de semana registradinha aqui!
Estudemos, pois! Ainda queria falar tanta coisa, mas, como já disse, não caberá nesse post. Logo volto com um post novinho!

Um comentário:

  1. Anônimo10.3.09

    Que ótima explicação e de fácil entendimento este texto...maravilha poder voltar aqui neste cantinho tão bem cuidado.

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